Você conhece os sinais que revelam se a pessoa é boa de cama?

Especialista acredita que é possível prever como será a relação a partir de alguns comportamentos




Todo mundo já deve ter se perguntado se é possível saber se uma pessoa é boa de cama antes de precisar estar entre os lençóis. Pois Tracey Cox, especialista em sexualidade e colunista do jornal britânico The Daily Mail, revela que existem alguns sinais que podem indicar como será a relação entre quatro paredes.

Para ela, o que vestimos, o que comemos e como nos portamos são um reflexo de nossa sexualidade e, por esse motivo, excelentes indicadores do nosso comportamento em momentos de intimidade. Então, para tentar prever como será a relação, é preciso estar atenta a alguns sinais.

A maneira de comer
Um bom apetite pode indicar uma boa libido. De acordo com a especialista, existem pessoas que comem para viver e outras que vivem para comer e aproveitar os prazeres da vida. Por isso, Tracey Cox revela que é melhor apostar em uma pessoa fora de forma, mas que come com gosto, do que em um parceiro sarado cheio de cerimônias na hora da refeição.



Preste atenção na maneira como a pessoa come para tentar desvendar como seria seu comportamento na cama. Se ela não gosta de experimentar comidas exóticas, dificilmente estará disposta a abrir o Kama Sutra entre quatro paredes, brinca a especialista.

A maneira de falar
Pessoas monótonas e com pouca expressão facial são rasas. Falta de entusiasmo durante uma conversa pode indicar falta de entusiasmo na cama também. Se alguém fala com as mãos – até quase acertar o garçom – isso mostra que ela é cheia de vida e paixão. Assim fica fácil imaginar como as coisas ficarão quando estiverem a sós.



A maneira de segurar sua mão
O jeito que as pessoas – especialmente os homens – seguram a mão de seus parceiros pode ser um grande indicador de como elas se comportam na cama, afirma Tracey Cox. Manter os dedos entrelaçados pode apontar pessoas altamente erotizadas, pois, ao tocar todas as partes da sua mão, elas revelam o desejo de estarem física e emocionalmente conectadas.



Por outro lado, aqueles que seguram sua mão na posição “palma com palma” demonstram afeição e aceitação, mas têm pouquíssimas chances de surpreender entre quatro paredes.

A maneira de socializar
Tracey Cox revela que, em geral, quanto mais desinibida e sociável uma pessoa for, maiores são as chances dela se comunicar bem na cama. Quanto mais as pessoas se comunicam, mais confortáveis elas se sentem com os outros e isso faz com que os parceiros se conectem sexualmente.



A maneira de sentar
O lugar em que a pessoa se senta quando vai tomar um café ou jantar pode ser bastante revelador. Caso a pessoa escolha se sentar olhando para você em vez de se posicionar de frente para as outras pessoas, você já saiu ganhando. Escolher uma maneira de focar toda a sua atenção no parceiro mostra que as coisas só devem melhorar quando chegar a hora H.

A maneira de tocar os outros
Mais uma vez, a especialista revela que é preciso estar atenta na maneira com que o seu pretendente se relaciona com os outros. Pessoas rígidas, distantes e que não permitem que os outros invadam seu espaço não costumam ser muito abertas a intimidades. A distância física pode ser um reflexo da distância emocional e sexual. Quanto mais uma pessoa expressar suas emoções, mais apaixonado será o sexo.



A maneira de beijar
Logicamente, o beijo pode revelar muito sobre uma pessoa. Tracey Cox recomenda que se o beijo for bom, você pode seguir em frente. Por outro lado, se no primeiro contato mais íntimo a coisa não funcionar, é melhor não arriscar ir mais longe.

Homens que seguram o rosto de suas parceiras com as mãos revelam romantismo e isso também pode indicar que são amantes intensos e que querem atenção recíproca. Se o seu pretendente passou algum tempo descobrindo os prazeres do beijo antes de tentar avançar para aquele beijo de tirar o fôlego, existem chances de que ele não queira apressar as coisas e valorize as preliminares.



Ser levemente carregada durante o primeiro beijo também é um bom sinal, assim como notar pequenos suspiros ou gemidos.

Liberte-se de dez mitos que prejudicam a sexualidade

Para que os dois sejam felizes na cama é preciso conversa, cumplicidade e sinceridade





Que fazer sexo é bom, todo mundo sabe. Mas quem nunca se sentiu inseguro ao sugerir alguma prática polêmica ou não saber direito como agir quando acontece o inverso? Para não passar mais por saias-justas, especialistas apontam dez mitos da sexualidade entre homens e mulheres – e ainda ensinam como combatê-los. “É preciso permitir-se. Sexualidade é uma troca e cada parceria define a melhor forma para os dois, em que ambos estejam felizes e satisfeitos. Daí a importância da conversa, cumplicidade e sinceridade”, explica Glene Rodrigues, ginecologista e terapeuta sexual.

Dez mitos que bombardeiam a sexualidade

1. O casal tem que chegar ao orgasmo ao mesmo tempo.

“Homens e mulheres têm sensibilidade e tempos diferentes. Por isso, esse fato é raro e não é necessário que aconteça para mostrar que a relação a dois é boa. Mas uma coisa é certa: a mulher precisa estar bem relaxada, estimulada e envolvida para chegar ao orgasmo junto com o parceiro. Uma dica para as mulheres é praticar exercícios musculares de pompoarismo. Eles as ajudam a ter mais controle da região, a desinibir e facilitam a chegada ao ápice do prazer”, declara Valéria Walfrido, terapeuta corporal, sexóloga e escritora.

2. Só é possível alcançar o orgasmo vaginal na transa – e apenas um por relação.

Dá para ter (vários!) orgasmos manipulando brinquedos, como vibradores, e sem a participação do parceiro. “É libertador saber que não se depende dele para se sentir atraente e sensual e que, sempre que quiser, você pode se dar prazer até atingir o clímax. Da mesma forma, é bom saber que se conhecemos bem nosso corpo, o que nos excita e nos torna orgásticas, então o sexo com o parceiro só tende a melhorar”, afirma Jenny Hare no livro “Orgasmos: como chegar lá” (Editora BestSeller).



3. A mulher tem que ter orgasmo vaginal em toda transa.

“Grande parte das mulheres não sabe nem o que é orgasmo porque, pela nossa cultura machista, muitas ainda têm vergonha de se descobrir e se tocar. A sexualidade da mulher só é despertada quando ela tem envolvimento sexual por masturbação. E o primeiro passo (e o mais fácil) é chegar ao orgasmo clitoridiano. Eu diria que ela precisa estar estimulada, relaxada e segura de si para ir em busca do orgasmo vaginal.”, comenta a ginecologista e sexóloga Denise Coimbra.

4. Só de olhar para um pênis ereto a mulher já começa a lubrificar.

“Homens e mulheres são diferentes na hora do prazer. A mulher pode demorar até vinte minutos para se excitar, enquanto a maioria dos homens leva segundos. Por isso, é necessário que o parceiro entenda que ela precisa, sim, das preliminares”, aponta Glene Rodrigues.



5. Quanto maior o órgão dele maior o prazer dela.

“Esse mito se forma quando o homem ainda é moleque. Homens confundem performance sexual com tamanho ou forma de órgão, e isso é algo irrelevante para a mulher. Tanto aquele que tem o membro avantajado quanto o de tamanho normal ou inferior deve ser mais carinhoso, compreensivo e habilidoso nas preliminares. Para a mulher, o sexo é um conjunto de ações e não só a penetração em si”, lembra Valéria.

6. Pênis muito grande prejudica a mulher durante e depois da relação.

Tem quem pense que um instrumento masculino grande e grosso pode deixar a vagina mais larga. “Isso é mentira. A vagina é elástica e capaz de adaptar-se a qualquer tipo e tamanho de membro, desde que a mulher esteja devidamente excitada e em posições confortáveis”, afirma Valéria Walfrido, terapeuta corporal, sexóloga e escritora.



7. Elas preferem estímulo no clitóris bem rápido e forte, como na masturbação masculina.

“Isso é mito. A região do clitóris é tão sensível quanto a cabeça do pênis e a forma como ela é tocada faz toda a diferença. Grande parte das mulheres atinge o prazer quando o parceiro sabe estimular de maneira dosada e inconstante (misturando o toque mais rápido com outros mais lentos e demorados) esta região tão importante. É por isso que o sexo oral nas preliminares ou mesmo um estimulador ou massageador usados a dois ajudam muito”, diz Glene.

8. Elas gostam de penetração com força no sexo anal.

“Nenhuma mulher gosta de penetração muito rude nessa área, já que se trata de uma região extremamente sensível, irrigada por vasos e nervos. Mas, quando estimulada de maneira correta, com carinho e calma, pode dar prazer. Outro problema é que o ânus não tem a mesma lubrificação da vagina. Daí a importância do uso de lubrificantes, do preparo para o sexo anal e do cuidado do parceiro para que tal ação seja orgásmica para ambos”, ensina Valéria.



9. Sexo anal provoca hemorroidas e deforma o ânus.

“A hemorroida é uma dilatação de um vaso sanguíneo e ocorre por outros fatores. O ato sexual nessa região não provoca o problema, mas causa dor e desconforto para quem já o tem. E a afirmação de que o local se alarga é falsa: o ânus não pode ser alargado. Mas é claro que, dependendo de como a prática é feita (sem lubrificação, com ferocidade e sem calma), pode causar rupturas – machucados na região – e comprometer sua função”, explica Denise.

10. Homem que curte ser estimulado “por trás” (mesmo que por uma mulher) é homossexual.

A sexóloga Regina Navarro Lins escreve sobre este tema, que considera controverso. Em “O Livro de Ouro do Sexo” (Editora Ediouro), a especialista cita um estudo, realizado nos Estados Unidos, que ouviu 7.239 homens entre 13 e 97 anos. Publicado em 1981, o Relatório Hite revelou que a maioria deles – heterossexuais ou homossexuais – curtiu a experiência da penetração anal. “Isso lhes deu sensações de profundo prazer e realização. Muitos homens disseram que o orgasmo, quando acompanhado de estimulação anal, podia ser fisicamente delicioso”, escreve Regina.