VÍDEO PORNO CASEIRO... VAMOS FAZER?

Gravar a transa de vocês pode até apimentar o relacionamento e aumentar sua autoestima. Rola uma vergonha? Siga nossas digas e se torne uma estrela pornô!




Que tal virar a protagonista do filme pornô favorito de seu namorado? Não, não se trata de uma ideia absurda! Gravar a transa pode apimentar até os relacionamentos que andam sem graça. “Neles, a mulher se sente uma profissional, e a fantasia de representar outra pessoa instiga ainda mais o sexo”, conta a sexóloga Maria Lúcia Beraldo. “Se você é tímida, comece gravando o sexo oral ou use uma lingerie que te deixe mais segura”, ensina. A partir daí, é só ir aumentando a intensidade das carícias à medida que se sentir confortável.

3 ótimos motivos para você fazer

* Reacende o tesão: se você e ele já ficam excitados vendo um vídeo pornô, um filme estrelado por vocês dois certamente vai aumentar mais ainda a vontade.

* É gostoso de assistir: “Filmes pornôs profissionais estão mais voltados para as fantasias masculinas”, diz Lúcia. Fazer o próprio vídeo é a chance de experimentar roteiros mais criativos e sensuais, do jeito que você quiser.



* Faz você se sentir mais sexy: no vídeo, você vai ver que é muito mais quente do que imagina, garota! Um filme pornô pode ser um caminho interessante (e delicioso!) para dar aquele up na sua autoestima! Se joga!

Cuidados básicos

Um tripé ou uma cômoda são ótimos para apoiar a câmera. Para o sexo ficar mais explícito no vídeo, as melhores posições são de quatro ou com você por cima.



Converse com ele sobre o que fazer com o filme gravado. O ideal é apagar depois de ver, para não correr o risco de parar na internet! Vai que vocês terminam de uma forma ruim e ele decide se vingar?

Nunca deixe o vídeo no celular, você pode perdê-lo ou ser roubada. Grave, assista e delete.

Filme pornô para mulheres

O sexo nos filmes pornográficos para mulheres têm mais preliminares





A pornografia sempre foi muito mais presente no universo masculino do que no feminino. A maioria dos conteúdos é voltada para o olhar e o desejo dos homens. Mas depois de décadas de domínio machista esse cenário está mudando. O interesse das mulheres por pornografia vem crescendo e a prova disso é que já existem até cineastas produzindo filmes feitos especialmente para excitar o público feminino.

Algumas mulheres resolveram assumir o trabalho atrás das câmeras e investir em produções que traduzissem melhor o prazer e as fantasias femininas. Uma delas é Erika Lust, cineasta sueca, radicada em Barcelona, na Espanha, que decidiu fazer filmes eróticos motivada por suas próprias necessidades. "Senti que minha visão sobre o sexo e meus desejos não estavam sendo representados na maioria dos pornôs disponíveis. Resolvi fazer o tipo de filme erótico que eu queria ver", conta. "Lust" significa luxúria em inglês.




Esse movimento que coloca a mulher no foco do prazer está sendo chamado de "feminist porn" (pornô feminista, em tradução literal). Nesse tipo de produção cinematográfica, o sexo também é explícito, porém outros aspectos são mais valorizados, como a história, o cenário e a iluminação. As atrizes costumam ter corpos mais imperfeitos e realísticos, com menos silicone e mais celulite, o que também ajuda a gerar maior identificação entre as mulheres.

Apesar do surgimento dessa vertente alternativa, gostar de pornografia é ainda tabu para muitas mulheres. Além disso, as preferências costumam ser bem diferentes entre os gêneros.



Segundo a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, coordenadora do Ambulatório de Sexualidade Feminina Escola Paulista de Medicina (da Unifesp), a pornografia masculina é basicamente genital, ou seja, centrada nos closes e nas cenas sexuais, o que, em geral, não agrada às mulheres. "Elas gostam de uma pornografia mais elaborada, com enredo".

A sexóloga afirma que algumas mulheres têm um sentimento de rejeição à pornografia porque não se permitem conhecer e experimentar. "É uma questão de descoberta. Se forem ver sem preconceito, dispostas a analisar seus sentimentos e suas sensações, muitas podem gostar", explica.

Carolina indica com frequência o consumo de pornografia, inclusive os pornôs feitos para mulheres, para suas pacientes com disfunções sexuais. "Acho legal, por exemplo, o casal assinar um canal erótico para assistir junto. É muito positivo porque é algo que faz pensar em sexo, aumenta a excitação. Também recomendo muito os contos eróticos".


A estudante de Direito Nathalí Macedo assume que consome pornografia, porém diz que não gosta de assistir aos filmes convencionais, produzidos para o público masculino


AS PARTICULARIDADES DO "PORNÔ FEMINISTA"

A cineasta Erika Lust começou a fazer filmes pornográficos voltados para mulheres em 2004. Mas ela conta que recebe muitos elogios de homens e casais sobre o seu trabalho. Ela explica um pouco mais sobre as diferenças entre o pornô masculino e o feminino.

O que é o pornô feminista?
A principal diferença diz respeito ao fato de as mulheres envolvidas no filme serem ou não agentes do seu próprio prazer sexual. O filme feminista mostra a mulher realmente recebendo prazer, ao passo que o filme convencional mostra a mulher como veículo para o prazer do homem. Olhe para os seus rostos, para as posições em que elas estão. Será que ela teve um orgasmo?



O que você mostra e o que não mostra em seus filmes?
Como regra geral, filmo o que pessoalmente acho sexy. Entre as coisas menos sexy para mim estão a violência, as ejaculações e o sexo anal, três coisas que são quase garantidas no pornô convencional. Não é que não vejo a possibilidade de essas coisas serem incrivelmente estimulantes, apenas pessoalmente não encaro dessa maneira e quero permanecer fiel à minha visão de sexualidade.

Muitas pessoas acham que as mulheres não são tão visuais quanto os homens. E você?
Muitas pessoas pensam isso, mas eu, não. Para mim e para muitas mulheres, o fato é que o visual por si só não excita. As lembranças de experiências pessoais, fantasias, o ambiente, o contexto: tudo isso é muito importante. Mulheres como eu gostam de se identificar com o que estão vendo, o que simplesmente não é possível nos filmes comerciais ruins que nós associamos à pornografia.





Na internet

Ainda há poucas pesquisas sobre os comportamentos sexuais femininos relacionados à pornografia. Por essa razão, a psicóloga Ana Alexandra Carvalheira, professora e investigadora do ISPA (Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida), de Lisboa, em Portugal, resolveu conduzir um estudo exploratório sobre o consumo de pornografia pela internet com 216 mulheres portuguesas. Entre essas, 57% disseram já ter visitado sites pornográficos e 7% gastam mais de seis horas por semana nessa atividade.

"Esse estudo serviu para perceber que as mulheres cada vez mais consomem pornografia, com intuitos bastante diversificados", afirma a pesquisadora. Ana Carvalheira acredita que o anonimato e a disponibilidade de conteúdos que a internet proporciona facilitaram o acesso da mulher à pornografia. "Antigamente era tudo mais escondido, existiam seções separadas nas locadoras, onde só se viam homens".



Apesar da facilidade de acesso, nem sempre é natural para as mulheres admitirem que também veem pornô. Não é o caso da estudante de Direito Nathalí Macedo, moradora de Alagoinhas, na Bahia, que afirma ter uma relação muito saudável com o sexo e reconhece sem problemas que consome pornografia. Entretanto, Nathalí sabe que não é assim tão simples para todas. "Muitas mulheres têm vergonha de assumir que gostam de ver pornô. Digo isso porque tenho amigas que assistem escondidas de seus companheiros".

A estudante também escreve contos eróticos em uma comunidade no Facebook e colabora com um blog de sexo. Mesmo sendo "cabeça aberta" para o tema, Nathalí não costuma assistir aos filmes pornográficos convencionais, por achá-los muito previsíveis e pouco excitantes.